segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Quando me deixas

Quando tu me deixas-te. Havia mágoa. Mas… Porquê desperdiçar o meu tempo contigo? Eu respondo. Porque te tornaste o meu pior pesadelo. Sempre que paro de pensar em ti, estou a pensar em ti. Sempre que olho o céu vejo o verde do fim da tarde que se parece com o dos teus olhos. O que faço? Estou á janela á espera do príncipe que me vem salvar. Mas… tu virás? Virás para me salvar do vil demónio que me mantém presa? Pois… tu não vens. Nunca virás. E eu esperei para sempre por ti. Mas… desiludiste-me. Não posso confiar em ti nunca mais. E as nuvens cobrem o céu. O céu que me assola todas as noites. O céu por cima de mim que irá a ser o meu fim. A minha morte. O meu amor. Levará tudo consigo. Menos uma pequena caixa dentro de mim. Essa caixa onde eu guardei o que me lembra dos bons momentos. Tu. Tu não vinhas. Pois eu já te possuía. O que fazer? Serei arrastada pelo céu. Consumida. E desaparecerei em frente dos teus olhos. O Sol será o meu sorriso. As nuvens a minha melancolia. E a chuva as minhas lágrimas. Por isso choverá para sempre. Assim virás? Não. Nunca virás. O céu por cima da tua cabeça será sempre o mesmo. E o ar deixará de existir. O ar que tanto precisas. Como eu preciso de ti. Mas… o teu sentimento não é igual. E viramos costas ao amor mais uma vez. Esquecemos. Lembramos. Desaparece. Apagou-se tua memória. Porém… da minha ainda não. E eu tento explicar. E chove. E tu não acreditas. E o vento torna-se a minha raiva. A raiva que te traz até mim. A raiva que será o fim. O fim do meu ódio. O início de alguma coisa. Alguma coisa. Uma coisa bonita. Que brilha dentro dos teus olhos. Mas… tu dizes-me que é só um sonho. E o que está por traz dos teus olhos, não é nada, mas simplesmente dor. Dor que eu sofri. E tu sentiste. A dor que me manteve afastada de ti. A dor que separa a vida da morte. A dor que me separa de ti. E se esconderes o sentimento… o que é que isso faz de ti? Um cobarde. Que não demonstra os sentimentos. E que os entorna para dentro de mim.
E que esquece o passado, por muito bom que seja. Pois eu digo-te. Nunca virei as costas ás pessoas que amo. Nunca virarei as costas ao tempo. Nunca. Nunca serei feliz. Serei feliz contigo? Só tu me podes dizer. Porque… tu és o que manda na tua vida. E assim sopra o vento. O vento da minha raiva. A raiva que te guia a mim.

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