O peso no meu peito, já não é o mesmo. Será pela mudança? Pelo o que te disse outro dia? Bem, sei que agora estou segura. Longe de ti é melhor. Não tenho de sofrer. Perto de ti. Vejo no meu espelho os teus olhos. E então desfaz-se em água. E as memórias perdem-se. Aquilo que mais amei, agora está perdido nas lágrimas do coração destroçado, que é o meu. Porque me abandonas-te? Não era intenção. Isso eu sei. Como consegues estar sempre a fugir? Esta pessoa aqui é que sofre. Nunca tu. Porque tu foges sempre. Para além do meu horizonte. Estou a sufocar no meu próprio ar. Quero respirar. Quero respirar outra vez o teu ar. Fica comigo. Juntos na noite. A olhar para o céu. A respirar o negro da noite. Não é o mesmo sem ti. Preciso de olhar nos teus olhos uma vez mais. As estrelas não são o mesmo. Ajuda-me… Estou a sufocar… mais uma vez. Pairar na agonia do sentimento. Acorda-me. Isto é pior que estar longe. Voar na alma penada do meu ser. Espera. Agora. Acorda. Cair nos cacos do espelho partido. Pára. Chegou o fim? Foi isto? Pairar. Porquê fugir? O negrume da noite começa a consumir-me. Voa. Foge. Não sintas a mesma dor. Não vale a pena desperdiçar a tua vida. Só me sobra a voz. Caí. Escorreguei da tua mão. Os cacos. Acordei. Mas… Viverei? Respiro. Mas já é difícil. Oiço a tua voz. Ainda. Tão fraca. O que dizes? Nem tu sabes dizer. As estrelas balançam o desespero que me condena. E eu vejo-te partir. Perdi o teu oxigénio. Já não há salvação. Foge. Escapas por entre os meus dedos já tão fracos. A lua já não te olha da mesma forma. Está mesmo bonita esta noite. Mas não a aprecio sem ti. Sentado. Comigo. Mãos unidas. Lábios selados. O negro da noite torna-se o azul da manhã e nestas horas. Desapareces. Só sobro eu.
Fico só… mais uma vez.
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