segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Diz-me

Não sei o que sentir neste momento. Eu estou muito feliz que tenhas partido. Acho que tu também. Mas… O que hei de sentir agora? Ódio é um desperdício. Por isso… aceito? Aceito as circunstâncias de te terem levado de mim? Porque faria tal coisa? Talvez seja a tua vontade. Mas eu quero fazer parte da tua vida. Quero ser como aquela rapariga que estavas a abraçar no outro dia. Mas… Já não há esperança. Nem para mim… Nem para ninguém. Já levaste a tua cobardia contigo, naquela manhã. Naquela manhã em que eu acordei… E não respirava. Porque todo o ar que me deixaras tinha desaparecido. E notei que tinhas partido. E completamente cega pelo o amor vejo o verde dos teus olhos que começaram a esbater para negro. E percebi que tinhas esquecido. De mim. De todos. De ti. E a terra tinha morrido. Como eu vivo sem ti? Quero te de volta onde pertences. Por isso desaparece, e não fales para mim. Porque se assim for, serei a próxima vítima. A próxima vítima que já fui. E serei obrigada a abandonar a minha vida para estar contigo. Por isso… Desaparece… Volta para mim… Esquece que existo. E esquece também as pessoas que se importavam contigo. Porque eu te amo. E não quero sofrer por isso. E se esqueceres o amor, e caíres na desgraça… Eu agarrarei a tua mão… E cairei contigo. Finalmente estarei dentro de ti. E perceberei o que sentes… Mas se tu achares que o que eu sinto não é amor… Pois bem… Cai tu sozinho. Não te convenças de que eu me importo contigo. Viveremos separados pelo rio de agonia, desespero e ódio. Para sempre. No coração de cada um. A vida é incrível… Pensar que alguém como tu poderá alguma vez sentir-se como eu. Pois então, atreve-te a saltar para o rio. Salva-me. Leva-me. Leva-me contigo. Para o teu lado. Estica o teu braço. Puxa a minha mão. Deixa a corrente do rio levar-nos. Levar-nos para longe. Para longe de todos. De todos e tudo. Para longe do mundo. Deixa-o levar-me. Levar-te. Para longe do meu coração. Porque serei a próxima vítima. Não posso fugir. Leva-me contigo. Quero ser a próxima. O desespero dos teus olhos começa a afectar o meu sentido. O sentido da existência do meu ser. E o Sol apaga-se de novo. E o que sentir? Só tu me podes dizer.

Sem comentários:

Enviar um comentário