quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Não te quero esquecer...

O sangue que suja as minhas mãos. É o teu. Pelo menos tento fingir que é. Porque a dor, sou eu que sinto. E quando olho de verdade. Vejo o mar vermelho que saiu de mim. Do meu interior. Do interior do vazio que deixaste. E eu não queria. Estava com inveja. E estava a tentar com que tudo se endireita-se. Mas fiz tudo mal. E correu tudo mal. E ficou tudo como não devia estar. Tu partiste. E o meu coração continua a sangrar o que eu sentia por ti. Porque o que eu devia sentir por ti não estava certo. Porque tu não mereces. Porque eu não mereço. Começo a ficar fraca. Preciso que voltes. Não quero morrer assim. Deixo de ouvir. Só os teus gritos silenciosos na minha cabeça. O que queres? Pára de gritar. Eu não tive culpa. Quero que voltes. Quero voltar a ouvir. Quero voltar a respirar. Porque o ar se torna tão pesado á medida que ficas mais longe. Eu quero mais. Mais da tua presença. E quando me deste o que eu queria, eu afastei-te. E continuei a fazê-lo. Porque eu queria esquecer tudo. Tudo o que senti por ti. Porque eu não queria ser como as outras. Mas… eu não negava que não gostava de ti. E sei que te tratei mal. E agi muito mal. Mas eu não tive culpa. Eu não sabia. Não sabia que ias partir. E agora que todo o meu sangue se está a espalhar pelo chão… o que devo fazer? Continuar á procura de ti? Não. Vou esquecer-te. E nunca mais pensar em ti. Porque tu deves estar a fazer da tua vida aquilo o que queres. E eu continuo a pensar que podíamos estar juntos. Porque sou tão superficial quanto isso. Porque não penso nos outros. E apenas digo que quero. E quando o meu coração voltar a preencher-se… Eu não te vou querer. Porque eu continuo a ter amigos. E não preciso de alguém para amar. E não preciso de ti nunca mais. E continuo a pedir ajuda. E vou continuar a esperar. Para que todo o sangue perdido em batalha com os sentimentos, volte. Volte para mim. Para eu poder relembrar-te. Porque a verdade… é que eu não te quero esquecer. Mas sinto-me obrigada a fazê-lo. Para meu bem. Para o teu bem. Para não ter de sofrer quando não pensas como eu. Porque tu achas que não precisamos de estar juntos. E não preciso de largar a tua mão. Mas… Enquanto pairamos no escuro… Não há fundo. O que acontece se eu largar? E tu sorris e fico eu sozinha. Mas desta vez a cair. Porque não tenho a tua mão para me agarrar. E quando bater no fundo. Vou parar de sangrar. E vou cair no esquecimento. E esquecer tudo o que passámos. E tudo o que vimos e não vimos. E de tudo do que nos culpámos. E eu receio. O que possa acontecer. O que vai acontecer? Quando o vazio acabar eu conto-te.

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